03/05/2007 18:04
TV Pública: com vocês, Justin Timberlake
A comissão montada pelo governo Lula para elaborar as diretrizes da TV Pública brasileira está considerando, para ficar apenas em um exemplo, Justin Timberlake?
Se não, precisa considerar. Pode começar, por exemplo, pela atuação de Justin no desfile da grife de lingerie Victoria´s Secret, de 2006 (veja vídeo acima).
E por que Justin? Porque Justin é o cara do momento (ele participa do novo disco de Madonna, por exemplo). É só dar uma olhada na explosão de luzes, movimentos e sensualidade de Justin e Giselle Bundchen em Sexyback.
E porque televisão é isso. Quer dizer: queiramos ou não, televisão é entretenimento, como afirma a pesquisadora Ien Ang, uma das maiores autoridades mundiais no assunto.
Ang vem escrevendo há décadas sobre o fenômeno da transformação da televisão numa máquina de prazer.
Mais do que isso: para Ang, a televisão comercial define a própria idéia do prazer televisivo. Algo que as TVs públicas do mundo todo nem sequer arranham. E por isso, ficam sempre no traço em termos de escolha da audiência.
A exceção, mais uma vez, é a BBC. Mas a emissora britânica, a única TV pública do mundo com índices expressivos de audiência, recebe pedradas dentro de casa justamente por dobrar-se, segundo os críticos fundamentalistas, à lógica da programação comercial.
Entender o prazer contemporâneo, como definido pela TV comercial de massa, é o primeiro passo para as TVs públicas conseguirem montar uma programação alternativa e popular sem ficarem simplesmente a reboque das TVs comerciais.
Por isso, com vocês, Justin Timberlake.
Por Ubiratan Muarrek
enviada por Editor
03/04/2007 14:35
TV Pública vai descartar audiência
O projeto de criação de uma TV Pública, que deve entrar em operação no final do ano, ainda não tem formato definido, mas tem como inspiração a BBC inglesa e o canal TV5 francês. A idéia é fazer uma programação não comercial, sem dar importância ao nível de audiência. E terá como foco programas educativos e que mostrem a diversidade cultural brasileira.
Na cerimônia de posse do novo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, o presidente Lula declarou que "não me interessa que essa TV vai ter meio ponto de audiência. O que interessa é que tenhamos uma opção de uma coisa de muita profundidade." (leia mais em
O Estado de São Paulo)
E é o novo ministro quem recebeu a missão de tocar o projeto. Nas várias entrevistas que deu após sua posse, Franklin Martins adiantou que a TV Pública não se guiará pelo critério comercial que pressiona as emissoras privadas. Ela pode entrar em áreas que as TVs abertas muitas vezes não podem porque trabalham numa escala de audiência muito grande. (a íntegra da matéria pode ser conferida na edição impressa do jornal, seção País, página 10 ou para usuários cadastrados no site de
O Globo).
Ao jornal Valor Econômico, o ministro disse que a intenção não é competir, mas complementar o que passa na televisão privada. E garantiu que o projeto será amplamente discutido com a sociedade de forma transparente (assinantes podem ler a íntegra da matéria
aqui).
enviada por Editor
22/03/2007 10:16
"O Poder Executivo deve ter uma rede de TV?"
Publicado em O Estado de São Paulo
Por Valter Pomar
Comunicação é um tema de enorme importância do ponto de vista da democracia, da soberania nacional e da economia. A área da comunicação, entendida no sentido amplo (telefonia, internet, rádios e televisões, jornais e revistas, indústria cultural), é um dos setores mais importantes do capitalismo moderno.
A importância não é meramente econômica. A influência das grandes potências, a soberania nacional e a maior ou menor democracia política dependem de como se organiza a comunicação em cada país.
Todos sabemos o papel que Hollywood teve na expansão do american way of life. Todos vemos a movimentação da Índia e China neste terreno, bem como da França. Vemos, também, a batalha que a Telesur e a Al Jazeera travam contra as grandes redes.
Comunicação é um assunto estratégico, que precisa ser debatido publicamente. Não podemos aceitar a interdição tentada por quem confunde liberdade de imprensa com liberdade de empresa. Neste sentido, apoiamos a realização de uma conferência nacional, convocada pelo governo federal e aberta a todos os segmentos afeitos, para debater o tema.
Apoiamos, também, todas as iniciativas que visam a democratizar a comunicação no Brasil. Interromper a repressão contra as rádios comunitárias. Democratizar o emprego das verbas publicitárias de governos e empresas públicas. Impedir que concessões públicas se convertam em propriedade privada. Garantir que os movimentos sociais tenham suas emissoras de rádio e TV. Estimular a imprensa democrática. E cumprir a Constituição, que prevê a existência de um setor estatal e outro público. A premissa é que o acesso à informação e à comunicação constituem direitos básicos, tal como a educação e a saúde.
Neste sentido, a criação de uma rede pública de TV é um passo necessário de uma longa caminhada.
Quanto à proposta apresentada pelo infelizmente ainda ministro Hélio Costa, esta apresenta diversos problemas, contraditórios inclusive com os propósitos do governo.
Trabalharemos para reverter estes problemas, presentes também em recente decisão do Senado Federal.
Valter Pomar é secretário de Relações Internacionais do PT
enviada por editorcip2
22/03/2007 10:15
O governo federal e a TV pública
Do blog do Jorge da Cunha Lima
Televisão pública em pé de guerra
Há uma dissonância profunda com relação à Televisão Pública no Governo Federal.
Por um lado, Gilberto Gil, Ministro da Cultura, com o conhecimento e aparente consentimento da Casa Civil, do Gabinete da Presidência, do Ministério das Comunicações, e todas as sociedades representativas das televisões que gravitam no campo da televisão pública no Brasil, convoca um grande Forum para discutir a questão da TV Pública. O Forum está funcionando há mais de cinco meses e já produziu magníficos diagnósticos e documentos que serão finalmente discutidos no evento final do Forum a ser realizado em Abril.
Do outro lado o Ministro Hélio Costa em entrevistas aos jornais O Globo e Estadão anuncia a criação de uma Rede Pública de Televisão (estatal), analógica, nacional, que transmitirá notícias do governo para todo o país. A razão seria, como é sempre alegado, a má cobertura dada pelos veículos de comunicação privados e mesmo pelos veículos estatais como a Radiobrás. Costa adverte que a rede seria menos chapa branca do que a Radiobrás. Tal entendimento é de difícil compreensão, mesmo para um profissional.
Na verdade o governo está dividido. Uns querem aparelhar o estado com um instrumento de comunicação poderoso, como aliás já anunciou o partido, em recente manifestação. Outros querem construir uma televisão pública, sólida e independente.
Só esquecem que há lugar para tudo. Já existe uma rede pública, na letra e no espírito da Constituição que só não é muito melhor porque o Governo Federal não ajuda em nada. Há um espaço constitucional para a existência de televisões dos poderes do Estado, legeislativas, judiciárias e executivas, que aliás já funcionam. E há, ainda segundo a Constituição as televisões privadas, comerciais.
Não há a menor necessidade de inventar moda. Basta qualificar o que já existe para que a constituição seja cumprida.
Jorge da Cunha Lima é presidente da ABEPEC (Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais).
enviada por editorcip2
22/03/2007 10:14
"Lula dá sinal verde para TV do Executivo"
Matéria publicada em O Estado de São Paulo
Lula dá sinal verde e projeto de TV do Executivo deve estar pronto até maio
Criação da rede começará a ser detalhada em reunião marcada pelo presidente para a próxima semana
Gerusa Marques, BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoverá na próxima semana uma reunião para começar a detalhar o projeto de criação da Rede Nacional de Televisão Pública, que vai divulgar ações do governo. A intenção, segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, é que o projeto seja concluído em dois meses. A partir daí começaria a instalação dos equipamentos transmissores em todo o País, para que a TV do Executivo, como vem sendo chamada, entre em operação no final deste ano.(...)
Segundo a proposta de Costa, seriam gastos R$ 250 milhões, dos quais R$ 100 milhões aplicados no primeiro ano, em compra de equipamentos, e os demais R$ 150 milhões nos três anos seguintes, em expansão da rede.
A tendência do governo é a de aproveitar a estrutura existente da Radiobrás, que tem a TV Nacional, mas alcança apenas 30% dos municípios. Para chegar ao interior do País há duas possibilidades, segundo o ministro: instalar transmissores de baixa potência (30 watts) em todos os municípios ou instalar em cidades-pólo antenas de longo alcance, com cobertura de cerca de 40 municípios.
(...)
A TV do Executivo, segundo o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República) Luiz Dulci, seria uma estatal e cumpriria o papel de transmitir programas de interesse social, hoje não abordados pelas TVs comerciais. Ele negou que a idéia seja criar um sistema nacional apenas para divulgar as ações do governo. As ações do governo falam por si, afirmou o ministro, lembrando que em vários países existe TV pública forte, cumprindo o papel que outras redes de TV não têm.
Costa explicou que a escolha de um ou outro sistema para a expansão da rede vai depender, entre outros fatores, da participação das Câmaras Municipais e das Assembléias Legislativas. Se houver interesse no projeto, seriam instaladas antenas e os municípios poderiam ter espaço na TV do Executivo, com programas regionais. A maioria dos programas seria de conteúdo do governo federal.
De acordo com Costa, o Ministério das Comunicações discutirá detalhes do projeto no Conselho Consultivo das Comunicações, que deverá ser criado nesta semana.
COLABOROU RENATA VERÍSSIMO
enviada por editorcip2
23/02/2007 17:35
Fantástico discute o meio ambiente
Aquecimento global é o assunto do ano na mídia. Revistas, jornais, site e até o tradicional Fantástico, da Rede Globo, há algumas semanas vêm explicando os danos causados por esse perigo que finalmente parece ter entrado definitivamente na agenda da mídia.
No último domingo, o programa exibiu uma produção da rede inglesa BBC que certamente deixou muitas pessoas pensando sobre suas atitudes. Além de explicar o por quê de tantas mudanças climáticas, o documentário mostrou didaticamente como os jovens de hoje podem reverter esse cenário que parece catastrófico: é necessário reduzir as emissões dos gases, em especial o CO2, que provocam o aquecimento global. Veja reportagem completa no
site do Fantástico.
Por Emilia Spirlandelli
enviada por Editor
23/02/2007 14:47
Sociedade pode opinar sobre a ética no jornalismo
Os jornalistas terão um novo código de ética para a categoria, previsto para entrar em vigor no ano que vem. E querem ouvir a opinião da sociedade. Os interessados devem preencher um cadastro no site www.fenaj.org.br/consulta e encaminhar as sugestões.
O texto final do novo código será submetido a um congresso extraordinário da categoria de 03 a 05 de agosto de 2007. A opinião popular, no entanto, vai passar pelo filtro dos especialistas: contribuições da população serão analisadas por uma comissão formada por professores de jornalismo, sindicalistas e jornalistas. Depois, o texto será repassado para os sindicatos dos jornalistas nos estados.
Por Karla Mendes
enviada por Editor
23/02/2007 14:44
Jornalismo público ou estatal?
O que é jornalismo público feito por uma empresa estatal? Este é o cerne do debate travado na imprensa entre o presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci e o jornalista Bernardo Kucinski. Bucci, que colocou o cargo à disposição do presidente Lula, alertou para possíveis tentativas de tornar a Radiobrás um órgão chapa branca, com jornalismo direcionado a falar exclusivamente bem do governo.
Bucci foi questionado pelo jornalista Bernardo Kucinski, que entre outros argumentos, diz que a Radiobrás não ajudou a construir uma narrativa do governo Lula. O debate é bom mas, infelizmente, deixou de lado uma discussão de maior importância: falta discutir a fundo as premissas de um jornalismo público e o potencial da Radiobrás em fazer campanhas de interesse público.
O artigo de Bucci foi publicado na Folha de São Paulo de 29/11 e o artigo de Kucinski foi publicado no dia 24/11, no site Carta Maior (www.cartamaior.uol.com.br).
Por Karla Mendes
enviada por Editor
22/02/2007 16:57
Página 22 discute a educação
Acaba de ser lançado o segundo número da revista Página 22, publicada pelo GVces, o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas. A revista é distribuída gratuitamente para um
mailing de seis mil nomes dos setores financeiro e empresarial, na administração pública e no terceiro setor. Além disso, pode ser encontrada também nas principais bancas e nas livrarias da FGV.
A publicação, que propõe a discussão de temas ligados ao interesse público (como meio ambiente, cultura, desenvolvimento sustentável, entre outros), traz na matéria de capa desta edição um assunto crucial para o País: a educação.
Foram abordadas pautas como a falta de uma política pública efetiva, a má gestão de recursos e até a questão social, como a negligência ao acesso da educação para a população mais pobre. As elites, que pagam escolas particulares, pouco interesse têm em cobrar a melhoria do ensino básico público, esquecendo-se de que os prejuízos se refletem para a sociedade como um tudo. provoca o editorial.
Por Fabio Kadow
enviada por Editor
22/02/2007 16:23
Thomas Friedman e Interesse Público
A história de Thomas Friedman se confunde com as premissas do interesse público. Em palestra em São Paulo recentemente, que curiosamente foi no Centro Israelita Paulista que leva a sigla CIP, o colunista de política externa do
The New York Times explicou a jornada que tem travado desde o 11 de setembro no sentido de entender o mundo e traduzir para o público.
Friedman, que tem lançado no Brasil seu livro
O Mundo É Plano (Ed. Objetiva), contou que desde que escreveu o
Lexus e a Oliveira (Ed. Objetiva), em 1995, tratou sobre os assuntos globalização e novas tecnologias em sua coluna no jornal até o fatídico 11/09/2001, quando decidiu viajar pelo Oriente Médio para tentar entender o antiamericanismo e explicar as razões para seus leitores.
Noções de jornalismo cívico parecem impregnar o dia-a-dia do articulista ganhador de três prêmios Pulitzer. A sua nova empreitada, que mais uma vez está afinada com os princípios do interesse público, é o documentário
Addicted to Oil (
Viciados em Petróleo), que ele assina com o apoio do canal Discovery Channel, onde examina a dependência americana do petróleo e sua resistência em substituí-lo por outras fontes de energia.
Por Edmur Celice
enviada por Editor
22/02/2007 16:20
Quem é Feliz?
Desde o final do ano passado, a Revista Trip tem se engajado tanto em campanhas institucionais como em conteúdo editorial para propor reflexões sobre os caminhos da felicidade no mundo de hoje. Outdoors espalhados por São Paulo, por exemplo, trouxeram perguntas como Você é feliz?, propondo a discussão dos valores embutidos nessa questão e sugerindo que uma mudança de ponto de vista pode tornar as pessoas mais felizes.
A Trip, por sinal, vem tratando de temas importantes para os cidadãos, como o desarmamento, tabagismo, riqueza e trabalho, comunicando, como ilustra o outdoor acima, desde as páginas da revista até a ponta com o cidadão comum, que muitas vezes não tem tempo ou oportunidade de ler a publicação.
Por Edmur Celice
enviada por Editor
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